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O Patrono - Oliveira e Carmo

Corveta Ex-NRP Oliveira e Carmo F489

Jorge Manuel Catalão Oliveira e Carmo
(Alenquer, 1936 – Diu, 1961)

Oliveira e Carmo nasceu em Santo Estêvão, concelho de Alenquer, no dia 26 de Setembro de 1936.

Concluindo o ensino secundário no Liceu Pedro Nunes, ingressou na Escola do Exército em Outubro de 1954, para depois entrar no curso "D. Duarte de Almeida" da Escola Naval. Em Maio de 1958 foi promovido a guarda-marinha e em Dezembro a segundo-tenente.

Prestou serviços na superintendência dos Serviços da Armada e no Comando da flotilha de patrulhas, e foi chefe dos Serviços de Informação de Combate, Navegação e Artilharia em vários navios. Serviu a bordo dos patrulhas "Boa Vista" e "Porto Santo" e na fragata "Pêro Escobar".

Em 1961 foi nomeado comandante da lancha de fiscalização "Vega" , um "micro-navio de guerra" composto por uma metralhadora de 20mm e 8 homens de guarnição que devia assegurar a defesa marítima de Diu. Tal como aconteceu com o aviso "Afonso de Albuquerque", a 17 de Dezembro de 1961 a "Vega" vê-se envolvida em confrontos com a União Indiana, ao ser sobrevoada por 8 jactos das forças indianas e atacada pelo cruzador "Delhi". Embora seguindo as ordens do Estado-Maior da Armada, tratou-se de um combate desigual pois Portugal, na Índia, dispunha de poucos e fracos meios, tendo sido surpreendido pelo imenso arsenal (e sua efectiva utilização) dos meios bélicos da União Indiana:

Navegando em zig-zag, Oliveira e Carmo conseguiu evitar por diversas vezes que o seu navio fosse atingido. Por fim sucedeu o inevitável. Uma rajada de projécteis incendiários e explosivos atingiu em cheio a lancha, ferindo-o gravemente, matando o marinheiro Ferreira e incendiando as munições que estavam no convés. Pouco depois uma segunda rajada, disparada contra o navio imobilizado, acabou-lhe com a vida e feriu gravemente mais três marinheiros.

Com a lancha a arder e as munições a explodirem, os seis marinheiros que restavam, três deles gravemente feridos, atiraram-se à água. O marinheiro Cardoso da Silva, que era bom nadador, conseguiu alcançar a balsa e trazê-la para junto dos companheiros, enquanto a Vega era engolida pelas águas. Depois de ter ajudado a subir para ela dois dos feridos graves, o Jardino e o Bagoim, bem como o Freitas que era fraco nadador, amarrou as fitas do seu colete de salvação à balsa e, com o corpo e os olhos cobertos de óleo, começou a rebocá-la, nadando na direcção de terra, que conseguiu chegar ao fim de sete horas! Durante o trajecto o Jardino morreu.

O marinheiro Nobre, pensando que era o último sobrevivente nadou em direcção à costa da União Indiana que conseguiu alcançar. O grumete Ramos, gravemente ferido nas pernas, conseguiu chegar a terra junto da fortaleza que, naquele momento, estava a ser intensamente bombardeada pelo cruzador Delhi.

Fardado de branco para, segundo afirmou, "morrer com mais honra", Oliveira e Carmo morreu heroicamente no dia 18 de Dezembro, vítima de tiros no peito, após as pernas lhe terem sido cortadas por prévias rajadas de metralhadora. O seu navio afundou-se, tendo morrido ainda dois dos marinheiros da guarnição e sobrevivendo cinco outros, três dos quais gravemente feridos.

O Comandante tornou-se patrono do curso Oliveira e Carmo, 1962 - 1967. Postumamente foi condecorado com a Ordem Militar da Torre e Espada (O. D. A. Nº172 de 3-2-1962) e com a Medalha de Valor Militar com Palma, e promovido a capitão-tenente (Decreto-Lei nº 44972, de 11 de Abril O/A. Nº 9, de 17-4-1963).

Outras homenagens:

Em Setembro de 1962 deu-se uma homenagem na margem portuguesa do rio Zaire aos heróis da "Vega", na qual a flotilha de lanchas de fiscalização da Marinha portuguesa que patrulha o rio ergueu no pátio da sede do seu comando um padrão com uma lápide, cerimónia em que esteve presente o Ministro da Marinha em Angola.

Em Setembro de 1987 foi inaugurada uma lápide em sua homenagem na sua terra.

Nos dias 18 e 19 de Dezembro de 2001, por ocasião do 40º Aniversário dos combates navais da Índia, tiveram lugar uma missa solene no Mosteiro dos Jerónimos; a inauguração, no Museu de Marinha, do novo núcleo museológico da exposição permanente alusiva aos combates navais da Índia; o lançamento da Medalha Comemorativa que relembra os nomes dos mortos em combate (ao serviço da lancha "Vega" e do aviso de 1.ª classe "Afonso de Albuquerque"); uma cerimónia de homenagem ao Comandante Oliveira e Carmo, em Alenquer, e ainda uma sessão solene, na Academia de Marinha, alusiva à efeméride.

Em 2010, no dia 10 de Junho, o Comandante Oliveira e Carmo foi novamente homenageado em Lisboa, junto ao Monumento ao Combatentes, no âmbito do XVII Encontro Nacional de Combatentes e da cerimónia de homenagem aos soldados que morreram ao serviço de Portugal. Discursaram o Presidente da Comissão das Comemorações, Almirante Vidal Abreu, o Almirante Pires Neves, aluno do curso "Oliveira e Carmo" no ano subsequente à sua morte, e D. Maria do Carmo Oliveira e Carmo, viúva do Comandante.

A 25 de Setembro de 2011 realizou-se na sua terra natal uma homenagem, por ocasião do 75º aniversário do seu nascimento e próximo do 50º aniversário do seu falecimento. As cerimónias constaram do descerramento de mais uma placa comemorativa (a quinta) no pedestal da sua estátua existente no jardim de Alenquer, da celebração de uma Missa por sua intenção e de uma sessão solene onde foi evocado pelos Almirantes Nunes da Cruz ("chefe de curso" do curso "Oliveira e Carmo") e Pereira Germano (porta-voz do curso "D. Duarte de Almeida"), e pelo Presidente da Câmara Municipal de Alenquer (Capitão Jorge Mendes Riso).